Caminhando na Estrada Cultural

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Exposição reúne obras inéditas de Stehling

Exposição reúne obras inéditas de Stehling
 
Este mês, a Galeria Renato de Almeida sedia a exposição “Tributo a Stehling”, que reúne 21 quadros inéditos do artista. As obras, em óleo sobre tela, retratam cenas urbanas e paisagens do campo, por meio dos traços inconfundíveis do pintor.

Renato Stehling foi professor do Centro Cultural Pró-Música/UFJF e pertenceu a uma geração de nomes expressivos das artes, como Carlos Bracher, Nívea Bracher, Dnar Rocha, Roberto Gil e Claro de Campos. O tributo ao seu trabalho foi idealizado pelo pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Gerson Guedes. “Esta mostra é uma homenagem por tudo que ele significou e significa para nossa cidade, eternizada em suas obras, e para todos nós, que tivemos o privilégio de sua convivência.”
 
O convívio com Stehling começou na década de 80, conforme Guedes. “O interminável corredor do Centro Cultural Pró-Música/UFJF era uma efervescência de tipos e linguagens culturais. Foi nessa atmosfera lúdica e agitada que comecei a lecionar desenho de observação, época em que conheci Renato Stehling, professor de pintura que trabalhava na sala ao lado”, relembra.
 
Sobre o trabalho do artista, Guedes avalia que “revela a sua paz e a sabedoria de que a felicidade, como ele mesmo dizia e vivia, estava nas coisas simples e geralmente próximas a nós”. As obras em exposição foram restauradas pelo Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) e estarão disponíveis à venda. A renda será destinada à família do pintor.

Quando:  Inauguração dia 7 de maio, às 20h. Em cartaz até o dia 29 de maio.
Onde: Galeria Renato de Almeida do Centro Cultural Pró-Música/UFJF
Visitação: De segunda a sexta-feira: das 8h às 22h; Sábados e domingos: das 13h às 18h

Assessoria Pró-Música (3216-4787)
Lilian Pace (9112-5581)
Fabíola Costa (9982-2422)

FCP realiza oficinas de capacitação para o Prêmio Culturas Populares



Cineteatro S. João - Programação para maio/junho de PALMELA - Câmara

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Teatro Académico de Gil Vicente 4 a 12 de Maio



Informações:

domingo, 28 de abril de 2013

A mãe negra na Academia de Letras da Bahia


KULTURFORUM de abril, com o tema “ONGs, Cooperação Internacional e Diálogos da Sociedade Civil”

KULTURFORUM

O Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA) o convida para  participar do  KULTURFORUM de abril, com o tema “ONGs, Cooperação Internacional e Diálogos da Sociedade Civil”, na próxima segunda-feira (29/04) às 19h30, no CCBA. Nesse debate, O CCBA pretende ouvir experiências e expectativas das Organizações Não Governamentais (ONGs) nas suas ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, inteligente e includente para que possamos redefinir os nossos trabalhos na área de Sociedade Civil, Desenvolvimento, Democracia e Direitos Humanas.

Hora de compreender o que é direito autoral - Fonte: Clube Caiubide Compositores

O Leoni, pra variar, encaixou um belíssimo texto explicativo sobre o direito autoral. Recomendo fortemente que leiam com atenção.

Boa parte das confusões em relação ao Direito Autoral vem do desconhecimento de que o autor não é o único que recebe direitos autorais. Muita gente diz que fala em nome do autor quando está falando em nome de diversos outros detentores de direito autoral como editoras e gravadoras. Boa parte das pessoas do meio musical não sabe que pessoas jurídicas também podem receber esses direitos. Basta uma olhada na lista dos maiores arrecadadores do ECAD de 2012 para comprovar. Entre os 20 primeiros apenas 3 são compositores. Entre os 10 primeiros, nenhum.



A distribuição dos direitos

Outro ponto profundamente desconhecido pela classe é a percentagem que cada um desses detentores de direitos autorais recebe do montante total.

Distribuição indireta

Na distribuição indireta dos direitos de execução – que significa todas as receitas de execução pública excluindo shows – temos um panorama médio em que os compositores ficam com, aproximadamente, 37,5% do total antes dos impostos. Essa percentagem varia dependendo do autor ter a sua própria editora ou não. Como a maioria não tem, estou usando uma taxa padrão de 25% da parte do autor para editoras.

1.Sistema ECAD

A primeira fatia do bolo fica para o ECAD, 17% do total como taxa de administração, e para as Sociedades, que retêm de 7,5% a 8%. No total o sistema de gestão coletiva morde ¼ do dinheiro dos compositores. É um dos mais caros do mundo. Quando o CADE condenou o sistema afirmou que devia ser no mínimo 20% mais barato.

2.Autoral

Dos 75% restantes, 50% vão para a parte autoral e 25% para os direitos conexos - que explico no próximo tópico. Nessa rubrica autoral os “parceiros” dos compositores são as Editoras. Mais um quarto do montante – há editoras que cobram ainda mais! - dos compositores é subtraída, restando os 37,5% aproximados que citei anteriormente.

3.Direitos conexos

O quarto restante vai para pagamento de intérpretes, produtores fonográficos – que quer dizer gravadoras ou selos -, músicos, arranjadores etc.


Distribuição Direta - Shows

Na distribuição direta não há pagamento de conexos já que o intérprete e os músicos estão recebendo cachê e gravadoras não têm porque receber pois não há fonograma envolvido já que a canção está sendo executada ao vivo.

Com isso os únicos “parceiros” dos compositores são o sistema ECAD/Sociedades e as Editoras. Nesse caso os autores ficam com 56,25% antes dos impostos.


A importância do conceito

Sem compreendermos que detentores de direito autoral não são necessariamente os autores podemos nos enganar com o discurso de quem, visando os interesses de grandes corporações, vista o simpático disfarce de defensor dos autores. Os autores não têm nenhuma entidade que os represente, não há ninguém que fale em seu nome. Atualmente é cada um por si – e um bocado de gente contra todos. Para nos unirmos e termos uma voz precisamos de informação e debate. Por enquanto, qualquer grupo, empresa ou escritório que diga estar falando em nome dos autores está usurpando nossa palavra.


Quem deveria ser mais importante no Direito Autoral?

Atualmente as editoras multinacionais têm muito mais poder que os compositores, já que todas as decisões nas Assembléias do ECAD e das Sociedades são tomadas em função da arrecadação. Se quem arrecada mais manda mais, cria-se um sistema blindado e antidemocrático no qual quem ganha muito não quer mudar nada, quem ganha pouco não tem como mudar nada. Então, repetindo Caetano Veloso em seu texto sobre o ECAD: "Não é ‘Se mexer, desaba’; é ‘Se não pode mexer, não anda’.”
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