sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
MANIFESTO BAR
EDDIE E ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA JUNTAS NO PALCO
Olinda contemporânea quer mostrar que tem estilo próprio, facilmente identificável pela música, traços e imagens. No início da década de 90, nas ladeiras do Sítio Histórico, nasceram idéias, entoadas de criatividade, por uma galera que hoje está na faixa dos 35. Mostrando que o ciclo artístico olindense não parou - muito pelo contrário, está mais atuante e difundido pelos quatro cantos do País - os artistas que receberam influências lúdicas, carnavalescas e poéticas da cidade, querem reafirmar o título de patrimônio da cultura brasileira.
Olinda ganha, agora, impulso. Vontade e disposição de alguns músicos experientes e criativos que não querem ver a história de uma efervescência cultural morrer. Mais querem deixar escrito em livros do próximo século a própria história. Por isso, estão saindo para as ruas com um novo velho movimento, que reúne as duas bandas de maior destaque do cenário atual olindense a EDDIE e a ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA, juntas no palco.
Ao escutar o som do Eddie e da Orquestra, fica claro que há uma afinidade de pensamentos, ao tentar explicar uma coisa simples: os músicos são íntimos das ladeiras de Olinda, o que fez surgir um imaginário comum. Por uma vida inteira dividiram discos, livros, vozes e abraços em esquinas. Tomaram cerveja no bar da lendária Darcy e Budega do Véio. Tocaram pandeiro na Ribeira. Descobriram poetas como França e recitaram frases em fins de tarde do Alto da Sé. Compuseram belas canções e organizaram festas só para cantá-las. E o mais importante: sentaram em volta de Erasto Vasconcelos, que mostrou que uma sonoridade autêntica era possível. A banda Eddie, com 20 anos na estrada, carrega público cativo de canto a canto do país e tem no enredo muitas folhinhas do ‘livro-de-viagens’ carimbadas. Na mesma trilha, segue a Orquestra Contemporânea de Olinda, que em apenas dois anos já conquistou espaços importantes de reconhecimento, entre eles as indicações ao GRAMMY LATINO de 2009, ao atual Prêmio da Música Brasileira/08 e também pela crítica do NEW YORK TIMES. O show da Orquestra foi considerado pela crítica do Jornal O GLOBO, como um dos melhores shows de 2008, e foi considerada revelação de 2008 pela Crítica Local. Agora, juntam todas as influências em comum e definem um movimento. Original Olinda Style soando arte para o mundo, em alto e bom som.
CONVIDADOS ESPECIAIS: LULA QUEIROGA ROGERMAN - (Bonsucesso Sambaclube) GABRIEL MELO - (Academia da Berlinda) LOCAL: EUFRÁSIO BARBOSA - OLINDA/PE DIA: 09/01/2010
INGRESSOS A VENDA:
GRAÇAS: AVESSO
OLINDA: CREPERIA DE OLINDA
CASA FORTE: PASSA DISCO
R$ 40,00 - INTEIRA
R$ 20,00 - MEIA E ANTECIPADA EDDIE E ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA JUNTAS NO PALCO.
Uma mensagem a todos os membros de Oficina da Voz Clarisse Grova
Em destaque, o vídeo de Márcia Tauil e Vânia Bastos. A canção: "Girassol da cor de seu cabelo" (Lô e Márcio Borges). Márcia e Vânia, nos presenteiam com suas vozes maduras, em belas expressões e timbres marcantes. Eu, adoro as duas. Confiram! Márcia Tauil, é membro da OVCG.
Visite Oficina da Voz Clarisse Grova em:
CBTIJ - Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude.
Queridos Amigos
Com a inestimável colaboração de Fernanda Abreu, Sandra de Sá, Cristina Saraiva, Taty Rubin e Martha Paret que estiveram ontem no Senado batalhando para que fosse votada a Lei do Simples para a Cultura, foi finalmente aprovada a Lei, que foi agora para l Lula assinar. A Lei do Vale Cultura também foi aprovado no Senado, mas teve que voltar para a Camara dos Deputados e a Lei a nova Lei de Incentivos foi finalmente entregue na Comissão de Educação e Cultura, devendo ser votada em 2010. O CBTIJ entrará em férias coletivas de 21 de dezembro de 2009 à 10 de janeiro de 2010.
Feliz 2010 para todos
CBTIJ - Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude.Orquestra Sinfônica, Camerata e quatro Corais dão o tom do CONCERTO DE NATAL
Os músicos de Orquestra Sinfônica, Camerata Jovem e Corais Pró-Música, do Colégio dos Jesuítas, do Colégio de Aplicação João XXIII da UFJF e Coro Masculino “Pater Wisniewski” dão o tom do tradicional concerto de Natal promovido pelo Centro Cultural Pró-Música. Mais uma vez, a Igreja da Glória será palco para a celebração cristã. A regência ficará à cargo dos maestros Nelson Nilo Hack e Fernando Vieira, com colaboração de João Paulo Fazza. Segundo a diretora-presidente do Pró-Música, Maria Isabel de Sousa Santos, o programa escolhido para a noite de celebração foram os quatro primeiros responsólios da obra “Matinas do Natal”, considerada obra-prima do Padre José Maurício Nunes Garcia. Esta obra foi composta para o último Natal do século XVIII e expressa o mais puro estilo mauriciano: maestria no tratamento vocal, muita graça e simplicidade. Nas partituras, há, ainda, concertos para violino de Mozart e para trompete, de Vivaldi, com participação especial dos solistas Yuri Reis Corrêa (violino) e Clayton Juliano Rodrigues Miranda (trompete). Para o regente Fernando Veira, a importância do concerto está em compartilhar com o público juizforano os reflexos de nossa natureza musical, já que o terceiro responsório é considerado uma manifestação espontânea de brasilidade. “Talvez a mais recuada transposição dessa natureza, em música religiosa do nosso passado.” Na sua opinião, a execução da obra de cunho religioso significa convívio com uma cultura amadurecida dentro do processo setecentista, convívio até agora muito divulgado pelo Pró-Música, nas várias edições do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga. De acordo com o regente, não foi difícil unir os vários grupos corais. “Esses momentos de união de vários coros é muito propício para os cantores, pois há uma grande troca de experiências, promovendo o crescimento musical.” O Concerto de Natal, aguardado pelo público e tradicional no calendário cultural da cidade, marca, ainda, o encerramento das atividades do calendário 2009 do Pró-Música.
Programa:
Orquestra Sinfônica Pró-Música
Regência: maestro Nelson Nilo Hack
MOZART - Concerto em Ré maior para violino e orquestraQuando:Dia 20 de dezembro, às 20h Onde: Igreja da Glória Quanto Custa: Entrada franca
Assessoria Pró-Música (3216-4787)
Fabíola Costa (9982-2422)
SAUDADE DOI - Miguel Falabella
SAUDADE DOI Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga, Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald's; se ele continua amando; se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Miguel Falabella






