Caminhando na Estrada Cultural

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cultura Atravessa IV - Re-existência da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, do Bexiga e de Sampã

IÓ!
XAMADO DESTA ÁRVORE CESALPINA
PARA
DIA 16
NO
CULTURA ATRAVESSA
ÀS
19H
ATRAVESSARMOS COMO ELA OS MUROS QUE TENTAM NOS ENCAIXOTAR

A árvore sagrada do Terreiro Eletrônico do Teatro Oficina tem suas raízes no jardim do Teatro e expande seu tronco e suas antenas verdes até o entorno, visto pelo janelão da Rua Lina Bardi, dando a benção de sua sombra ao bairro do Bexiga.
Ela é o ponto fulcral para que o Condephaat retire sua autorização, dada em maio, para que a especulação imobiliária e financeira construa torres no entorno do Teatro causando:
1º – A destruição da Cesalpina 
2º – O amuramento da fachada de vidro que dá para a Rua Abolição e Jaceguai, visão dos 20 anos dos espetáculos aqui realizados
3º – Retrocesso na caminhada para a conquista do espaço público que, juntamente com o TBC e a Casa de Dona Yayá o Teatro Oficina quer criar: uma Praça da Paixão da Cultura, que vá ao encontro do Vale do Anhangabaú da Feliz Cidade.
É o momento de um encontro público com todos os artistas (somos todos) com poder de injetar grande influência sobre o destino não somente do Teatro Oficina e seu entorno mas tambem de toda ameaça que paira sobre a desaparição do bairro do Bixiga com a construção de torres pretendidas também pelo Governo Alckmin.
Precisamos de todos que virão ao Oficina para trazer luzes e energias a fim de não acontecer a morte do Oficina Uzyna Uzona, anunciada justamente pelo órgão de defesa do patrimônio cultural da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo. 
Ió amados que amam a Cultura do Teat-r-o !
Todos que fazem ou não parte do elenco do Oficina Uzyna Uzona sintam-se convocados desde já a preparar também este encontro de segunda-feira, antecipador da Primavera Brazyleira das Mutações de Apoteose de 2013.
A participação da Presidente do Condephaat também está desde já convocada. Ela afirma que todos poderão pedir a revisão do projeto mas no fim da Audiência Pública do dia 5 de setembro, convocada pela Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, finalizada num clima de muito entusiasmo,
percebi que nada havia se transformado em seu "viewpoint" quando perguntei a ela, em sua Última Cena:

ZÉ CELSO - Porque nós não fomos consultados para uma reunião quando se deu a permissão à construção das torres da Sisan?

ANA LANNA - Porque vocês não são proprietários do terreno.
Percebi que a cabeça da presidente continuava esculpida numa pedra d’um Museu de Abstrações. Nada havia mudado, mesmo com todas as discussões férteis da Audiência. Por isso a convido através deste documento a vir discutir com as pessoas da área cultural e artística deste ponto de vista: cultural e artístico mesmo, da beleza da estética na ética.
Talvez Ana Lanna comece a mudar, não por ameaças – essa atitude não será bem vinda neste encontro – mas pelas luzes dos artistas que sinto que podem tocar este ser humano mesmo com o preconceito que ela possa ter ou não contra nós, meros tecnoartistas.
Será que não é visível a olho nú, pele, a importância do Tombamento Histórico pelo próprio Condephaat, tombamento real, vital, concreto, que 10 anos depois gerou uma Obra de Arte Arquitetônica Urbanística de Lina Bardi e Edson Elito, ao mesmo tempo que o nascimento público de uma Companhia permanente de artistas, a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona?
O Tombamento Histórico ensina, produz, cria, e não pode ter suas raízes e antenas destruídas jamais.
No cimento das bordas da fonte de água do Teatro Oficina está escrito em baixo relevo, conforme a direção de arte da grande artista plástica Laura Vinci:

ETHERNIDADE

Zé Celso
xama oficialmente como
Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona
juntamente com todos ligados no Cultura Atravessa
pro dia 16 de setembro de 2013, às 19h
tendo como tema o Teatro Oficina tombado e seu entorno
com sua árvore sagrada viva
apostando na ressureição do Bixiga
coração da Periferia Central de Sampã

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